Naturismo, uma criação de Deus
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A vida naturista faz parte dos projetos de Deus para a humanidade.

Em que pese as grandes divergências lançadas entre os mundos científico e sacro, que digladiam no campo do evolucionismo e criacionismo, não se pode fugir da realidade de que foi o mundo religioso que mais trouxe dramaticidade para o comportamento humano, sobretudo quando envolve a vida sexual do homem, sintetizada enganosamente na figura do corpo nu.

Em face disso, deixemos de lado a intervenção científica nos assuntos da sexualidade e da nudez, porque nada se produziu nessa área que viesse a questionar o modelo religioso, muito pelo contrário, houve uma conivência velada, exceto quando tenta unicamente desqualificar o posicionamento Cristão sobre questões de gênero.

De todas as religiões do Planeta a que mais tem restrições ao sexo e à exposição do corpo é o Cristianismo, muito embora o Islamismo e o Judaísmo, por influência ou por temor da reação dos cristãos, não adotem em público a pureza que conservam no âmago de seus preceitos. Sendo que as demais religiões existentes não têm referência desabonadora sobre isso, ao contrário, muitas delas têm o corpo humano e o sexo como elementos de divindade.

Portanto, como o cristianismo é a religião que mais se disseminou pelo planeta, de vez ser hegemônica na maioria dos países, estudar a origem dessa ojeriza aos órgãos genitais adotados por este modelo religioso é de suma importância.

Embora o cristianismo só tenha 2 mil anos, a sua base doutrinária entretanto retroage ao início da formação do povo judeu, há mais ou menos 6 mil anos. São das interpretações desenvolvidas desses 4 mil anos anterior a sua criação que vem o cristianismo, exclusivamente há 1500 anos, adotando uma postura totalmente de guerra contra a sexualidade humana.

Esse posicionamento cristão, adotado a partir do final do século V, no entanto, perpassa por dois grandes equívocos, ambos da maior gravidade.

O primeiro decorre da formação de sua base doutrinária. A Bíblia Sagrada ao ser dividida em dois grandes patamares buscava-se estabelecer a ideia inicial apenas da adoção de um deles como justificativa para existência do outro, cujo conteúdo deste seria o elemento fundamental da sua ideologia. Até porque ele existe exatamente como contraponto do primeiro.

Dessa forma, entendeu-se necessária a existência do Velho Testamento, eminentemente histórico, que traria todo um contexto que explicasse a existência de uma NOVA ALIANÇA de Deus com o homem. Seria muito lógico e de fácil percepção de que um elemento novo viria para anular ou, na melhor das hipóteses, reformular o velho, que tem com muita evidência um relato de desencontros e insucessos.

A figura de Jesus Cristo seria apogeu dessa revolução e transformação do método antigo, que ficaria inválido e sem fundamento. Mas não foi isso que se viu acontecer a partir do domínio do cristianismo pela igreja católica de Roma, a partir do século III, consolidando definitivamente no século V como a controladora e gestora da nova seita.

Os ideais de Santo Agostinho e de outros influenciadores da época fizeram surgir uma grande valorização do primeiro Testamento de Deus, celebrado exclusivamente com os Israelitas, descendentes de Jacó, neto de Abraão. Tudo que deu errado com o povo Hebreu deveria servir de base para se valorizar a nova ordem instaurada por Jesus Cristo, o grande pervertedor da ordem antiga. O que se viu foi uma Igreja presa a tudo que está no Velho Testamento como se fosse uma Lei inabalável e indestrutível, assassinando novamente ao Mestre que deveriam preservar. Até hoje o que vemos são endeusamento das palavras de Davi e dos profetas, tanto pelos católicos quanto pelos evangélicos, como se fossem os herdeiros e conservadores da doutrina judaica.

O segundo grande equívoco está nas interpretações absurdamente sexualizadas de tudo que está no Velho Testamento, já que no Novo as abordagens são esporádicas sobre o assunto de sexualidades.

É nesse contexto de uma visão sexual deturpada do que diz os textos da antiga lei que se chegou ao estágio de demonização da sexualidade e do corpo humano como veremos a seguir.

A começar pelo episódio da criação, onde está claro que o grande projeto de Deus foi a pureza do ser humano, sem nada que provocasse a neurose sexual que transformou a humanidade. “Estavam nus e não se envergonhavam” é a primeira referência, onde a interpretação sexualizada enxerga uma vergonha dos genitais, sem o menor indício de que essa era a ideia do episódio. Tanto que, ao se usar folhas de parreira a imaginação popular fétida cria a imagem de folhinhas cobrindo as partes íntimas de Adão e Eva, que, tudo indica, essas folhas foram usadas para se cobrir o rosto. Ao comer um fruto proibido, nada indica que a descoberta da nudez referia-se apenas aos genitais, e a vergonha sentida por eles seria a mesma que sentimos hoje ao fazer uma coisa errada, desvinculada de qualquer atividade sexual. Afinal, a vergonha dos genitais é uma criação do homem para ensinar os filhos na tenra idade, quando eles não têm a menor noção disso.

Em seguida sexualizam também a criação das roupas. Se seriam expulsos do Jardim do Éden, um paraíso sem qualquer diversidade climática, era natural que não fosse adequado lança-los pelados em uma região extremamente fria (oriente médio). Pelos menos a primeira roupa para protegê-los deveria ser confeccionada. Mas as mentes poluídas imaginam que as roupas visavam esconder apenas os seus genitais.

A partir daí todas as interpretações pairam na mesma ótica. Noé ficou nu e quem foi punido foi o filho que saiu fazendo pilhéria da sua nudez. Mesmo assim as pessoas acham que a condenação é da nudez e não do olhar malicioso. Assim, as pessoas não precisam corrigir como olham a nudez, pois é mais prático que se proíba as pessoas de estarem nuas.

Embora sejam em centenas os episódios naturais de pessoas nuas dentro do texto bíblico, como, por exemplo, a circuncisão, as cerimônias de purificação, as exercício das profecias (I Samuel 19:24 e Isaias 20:3), os atos de rasgarem as roupas quando estavam indignados (em várias passagens bíblicas), o despojamento das roupas dos vencidos em guerras, os banhos de higienização nos rios, o trabalho (João 21:7), etc., a maldade continua imperando na cabeça das pessoas, inclusive dos tradutores da Bíblia, que usam termos para dar a entender condenação da nudez.

O exemplo mais clássico está no livro de Levítico, capitulo 18, onde a maioria das traduções bíblicas usam as expressões “ver a nudez” ou “descobrir a nudez” no lugar de “manter relações sexuais”, em uma passagem onde a única intenção era proibir a prática do incesto.

A nudez no velho testamento é tratada como uma carência humana, significando pobreza extrema, no mesmo patamar da fome e da sede.

Toda vez que a bíblia fala da vergonha da nudez ela não está se referindo a nudez física do homem, mas de uma nudez simbólica da alma ou da transparência dos comportamentos. Na maioria das vezes, nestas circunstâncias, ela se refere à nudez de uma nação, de uma cidade ou de um povo, e está querendo mostrar uma podridão visível da natureza de uma população, quase sempre relacionada com a adoração a ídolos, sem a mínima intenção de se referir a tecidos ou a órgãos genitais.

Em relação ao sexo, o Velho Testamento é taxativo em 5 proibições: adultério, prostituição, incesto, homossexualidade e zoofilia, que, por sinal, trata-se de únicas proibições homologadas no Novo Testamento por Jesus Cristo e pelo apóstolo Paulo. O que passar disso é mera invencionice de pessoas de mentes sujas, de hipócritas e de falsos moralistas.

Como bem mostra no livro Pureza (www.rones.com.br), do naturista Nelci Rones Pereira de Sousa, que vasculhou o assunto dentro das três principais religiões do planeta, pelo menos em número de países que as adotam, no cristianismo, islamismo e judaísmo não existe qualquer insinuação nos seus livros sagrados que demonizam a nudez, como sempre quer demonstrar essas mesmas religiões nos dias de hoje. Trata-se de uma mentira pregada há 1.500 anos, que, a partir do Papa Gregório Magno, da Igreja Católica Romana, em um gesto de dominação e de tentativa de idiotização das pessoas, foi, depois de dita por milhares de vezes, transformada em verdade.

O fato é que, quando adentramos um ambiente naturista, não se tem a menor dúvida de que ali está o projeto de Deus para a humanidade. Mesmo com as enormes invasões de pessoas mal intencionadas dentro dessas áreas, que na maioria das vezes estão apenas atrás de facilidades sexuais, mesmo assim não se cogita de que ali esteja alguma possibilidade de maldição ou ira de Deus, de vez que é pelos que estão de boa fé que são julgadas as boas lides da filosofia.

O que está faltando é apenas uma maior conscientização dos atuais líderes de associações, em fazer preservar esse estado de pureza que demandam da simplicidade da nudez, e deixarem de fazer vistas grossas a essas pessoas que tentam desvirtuar a prática criada pelo próprio Supremo Arquiteto do Universo.

Acredita-se que, como começou a humanidade, assim que ela deve terminar, na maior das provas do retorno do homem ao paraíso, que, aliás, faz parte de todo o contexto bíblico: a luta de Deus para que o homem retorne ao seu estado original de pureza, o que lhe proporcionará todo o credenciamento a uma vida eterna.

ANDENU – ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE DEFESA DO NATURISMO.

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