Sete mentiras sobre o naturismo

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De "Naturismo de Tenerife"
Temos, desta vez, a intenção de desmantelar as sete mentiras mais espalhadas sobre o naturismo. Tudo parte do eterno debate entre moral e imoral, bem e mal.

Em primeiro lugar, esclarecemos que o bem eo mal são completamente conceitos subjetivos, como os conceitos de princípios morais e imorais, sem uma base objetiva realmente significativa, e variam principalmente no ambiente cultural e social em que o indivíduo se desenvolve.

A verdade é que o naturismo sempre esteve presente na sociedade, praticado em muitos lugares apropriados, mas necessários em muitos outros, como logo mostraremos. A Medicina natural e a nudez são fatores que sempre esteviram presentes em todas as sociedades, mas é evidente que são nossas próprias limitações e medos que criaram uma série de restrições para conter o uso desses fatores, criando, por isso, uma série falsos mitos.

Em qualquer texto religioso nenhuma maldade sobre a nudez é mencionada. "O diabo não está no corpo da mulher, mas na mente do homem que a estuprou". Em qualquer caso, falamos de vergonha, mas não se especifica o que é realmente pecaminoso. São estas invenções que têm construído sociedades machistas e sexistas, opressivas e restritivas.

Feita esta introdução passamos ao assunto que nos interessa, as mentiras mais comuns que se ouve do naturismo.

1. A Nudez é ruim para a saúde.

Há uma abundância de estudos que provam o contrário. Artigos sobre os benefícios de dormir nu, descalço, nadar sem roupa são proliferados pela internet e redes sociais, além de preencherem inúmeras páginas das revistas.

A verdade é que o maior órgão do corpo humano é a “pele” e tem um papel cruscial nosso corpo, sendo as suas muitas terminações nervosas instrumento de execução de importantes funções.

Suas funções se principiam por ser a primeira e principal barreira defensiva do organismo. A pele é impermeável, impedindo que qualquer líquido penetre no corpo, e flexível, com a presença de colágeno que permite sua elasticidade para aumentar a proteção. Ela possui poros que a faz respirar e que ajudam a eliminar toxinas prejudiciais ao corpo. O ser humano é o único animal que transpira e a sua pele está repleta de glândulas que segregam líquidos, regulando a temperatura corporal como refrigerante natural. Além disso, é o órgão através do qual é sintetizada a preciosa vitamina D, tão importante para metabolizar todas as demais vitaminas, o que vem converter a exposição moderada ao sol em uma maior quantidade de pele, em caso da necessidade, como acontece nos países onde o sol não brilha o suficiente e não é a fonte e origem dos mecanismos necessários para sintetizar essas vitaminas. Assim, podemos afirmar que a pele é a primeira e melhor forma de vestir de que dispomos e que, cobrindo-a, limitamos as suas funções. (http://www.vidanaturalia.com/estructura-y-funciones-de-la-piel/)

Do ponto de vista psicológico, as vantagens do nu é mais do que conhecido: o aumento da auto-estima, liberando medos, melhora as relações sociais, entre outros benefícios. O link http://www.spirit-science.fr/espagnol/denudarse.html pode ter abordagem muito mais profunda sobre estas questões

2. A nudez é proibida pela religião.

Nas religiões que descendem do tronco Abraão, isto é, no judaísmo, cristianismo e islamismo, não se vão encontrar nenhuma menção específica de proibição da nudez.

Pelo contrário, foram certas modificações e interpretações posteriores, já na Idade Média, que começaram a adotar conceitos no sentido de que o corpo nu é um objeto de desejo, o que fez com que estas três religiões têm sido historicamente repressiva nesta área.

Na aurora da recém-nascida religião cristã, surge uma vertente naturista que é quem sabe a primeira relação deste com a religião: o Adamismo (https://pt.wikipedia.org/wiki/Adamitas). As referências históricas são bastante subjetivas e devemos, sobretudo, entender que eles enfrentavam não só os “donos” da palavra de Cristo, mas também os ditos “povos escolhidos do Senhor” a submterem-se às Leis de Roma e os seus deuses. Pode-se dizer contudo que o Adamismo é o ancestral do Naturismo moderno.

Mais recentemente, o agora São João Paulo II, durante o seu papado, publicou a sua “Teoria do corpo”, como uma análise das Santas Escrituras e sua relação com o corpo, onde ele desmente a existência do pecado da nudez, declarando como uma obra de Deus e, portanto, profética.

A “teoria do corpo” teve as suas consequências e chegou-se a rotular o papa de nudista, chegando a dizer que haviam fotos dele praticando nudismo no Castelo de Gandolfo, e uma de suas expostas mais significativas foram: “Não há pecado na nudez, já que é uma obra de Deus e, portanto, perfeita. O pecado está em olhá-la de forma maldosa”.

Isto em muitos casos tem ajudado a trocar esse mau conceito que tem a nudez e não é raro encontrar-se com sacerdotes que o praticam e o defendem. Desta feita, no EUA existem igrejas protestantes que permitem ir aos cultos completamente nus, desmentindo esse mito (http://es.catholic.net/op/articulos/50725/cat/131/que-dice-la-moral-del-desnudo-en-el-arte.html).

3. A medicina natural não cura.

Como temos dito, para o naturismo, a nudez é parte de um todo que se combina com outras coisas dentro da Medicina Natural.

A Medicina Natural não é outra coisa, senão o uso de métodos e ervas para curar as nossas infecções, de modo que um naturista, diante de um resfriado, pode ir a um fitoterapeuta ou a uma frutria antes de ir para a farmácia.

Estamos embasados na premissa de que muitas doenças modernas podem e devem ser tratadas com métodos mais naturais, já que o nosso corpo é projetado para absorver os nutrientes dos alimentos, a exemplo de vitaminas e minerais, e não produtos sintéticos.

Também podemos afirmar que ser naturista não é nada fácil e sempre te vêem como uma pessoa estranha, uma espécie de hippie, porém os resultados de seguir este método de cura natural é muito mais eficaz, por não produzier efeitos colaterais.

Mas a medicina natural não se refere só a ervas e poções, mas também se completa com yoga, acupuntura, tai-chi e outras práticas, tais como terapias alternativas saudáveis, que são menos agressivas, tanto para o corpo como para o meio ambiente. Do ponto de vista psicológico, a nudez social pode ser considerada uma terapia alternativa ou naturopata e, por não possui agentes sintéticos, ela é completamente natural.

Neste ponto, contudo, tocamos em um ponto tão polêmico maior que o anterior, já que esta vez no enfrentamos o poder de uma indústria que movimenta grandes quantias de dinheiro em todo o mundo.

Concluíndo, a nudez é uma terapia de autoconhecimento, em que podemos descobrir a nós mesmos e nosso corpo podendo nos auto-avaliar, o que nos leva à práticas naturais, adquirindo uma consciência natural, de forma imediatamente (http://www.domesticatueconomia.es/toda-la-verdad-sobre-la-medicina-natural/).

4. Todos os nudistas são naturistas.

Já dissemos no comentário anterior: todos os naturistas são nudistas, mas nem todos os nudistas são necessariamente naturistas, assim a diferença entre nudista e naturista é apenas uma nuance, um ponto de vista que não necessariamente é assim.

O Naturismo se inclina mais para um modo de vida em harmonia com a natureza e estendendo seu significado no campo de alimentos, nos tecidos que se veste e respeito ao meio ambiente, fundamentalmente. A nudista é essencialmente alguém que prefere passar a vida sem roupa, independentemente do seu modo de vida. Para os nudistas o único interesse é ir à praia sem roupa de banho.

A verdade é que todos os nudistas logo são considerados naturistas, muito embora estes são conceitos que, finalmente, vem a ser basicamente parecidos e, nesse ponto, podemos nomeá-los como a mesma coisa.

5. A nudez é pornografia.

O grande debate é: tiramos as roupas para provocar, ou fornicar? Definitivamente NÃO. Pode ser que essa crença venha das diferenças entre a cultura nascida após a difusão do cristianismo a outras culturas antigas, como a grega ou romana, onde a nudez não era desaprovada e havia uma liberdade sexual invejável. Situação que poderia ter levado a ser proibida durante a Idade Média, assim como proibiram outros costumes que provocaram grande pandemia que acabaram por dizimar boa parte da população da Europa.

Também é natural que existe imagens pornográficas na internet que levam as pessoas a achar que a nudez não é benéfica para aqueles que defendem este estilo de vida. A relação nudez e sexualidade é marcada pela maneira de ver o nu, mas está perfeitamente demonstrado que para as famílias naturistas esta relação não existe.

Um dos argumentos que gostamos de empunhar, quando nos dizem que isto é o mesmo que falar de um show de striptease, em que uma moça ou um rapaz começa a tirar a roupa ao rítmo de uma música e termina quando se deixa cair a última peça, mostrando que a maldade não está na nudez, mas na forma como ela se despe e na própria imaginação.

A experiência em acampamentos ou praias naturistas deixa bem claro que esta é uma relação absolutamente subjetiva, principalmente pelal forma como é criada cada pessoa. O que está claro é que nenhum naturista gosta de ser relacionado com o sexo e este é um problema muito íntimo para eles.

Contrariamente ao que se crê, o sexo é algo mais íntimo e que existe outros fatores que são mais importantes do que as formas do corpo. A estimulação sexual para o naturista é mais evoluída do que a vulgaridade e exagero da pornografia e não é incomum que muitas pessoas venham a acreditar que por andar nus são uma espécie de monstros sexuais e que todos vivem praticando sexo entre si.

"Nus, somos todos iguais", sem roupas que escondem nossas falhas, sem acessórios caros que não brilham, são as personalidades que atraem e seduzem. Como sso acontece ou com quem e onde, não importa, desde que o respeito exista para evitar situações de insinuação sexual.

No interesse de que essa boa relação continua existindo, todos os grupos naturistas têm regras de proíbir tais atos em praias, termas, parques de campismo, etc. (http://aprendeadistinguir.blogspot.com.es/2012/05/desnudo-vs-pornografia.html).

6. A nudez é imoral.

A moralidade consiste no conjunto de valores, costumes, crenças e normas de uma pessoa ou comunidade que não estão objetivados no direito positivo, como nas sociedades primitivas.

Este é realmente o maior mito existente e mantem uma relação estreita com todos os casos anteriores. O que é moralmente aceito é um assunto muito delicado e profundo e que ninguém entende completamente, pois varia muito entre as sociedades modernas e até mesmo varia entre os indivíduos que as constituem (http://foros.monografias.com/showthread.php/66550-Diferencias-entre-lo-moral-lo-inmoral-y-lo-amoral).

É óbvio que o imoral é justamente o oposto, sendo termos que dependem de muitos fatores, e que são tão subjetivos que é normal que se pode chamar qualquer coisa de imoral, simplesmente porque não se têm ideia completa a respeito.

Falamos de valores que transmitimos aos nossos filhos e assim por diante. São costumes que são herdados e transmitidos, e isso não significa que eles estão certos ou errados, ms simplesmente aceitos socialmente. Assim, existem sociedades em que cumprimentar uma mulher com um beijo na bochecha é imoral, ou mesmo apertar a mão de um homem, etc.

Moral e imoral é relativo a religião como uma transmissora da cultura. É um fator importante que impõe nesse aspecto a sua lei e é desta forma de entender a religião vai haver mais ou menos imoralidade na nudez, como esperamos ter esclarecido nos argumentos acima.

Mas nas comunidades de naturistas também existem códigos morais bastante rígidos. Ir vestido em uma comunidade naturista é desaprovada, ter uma ereção também, deixar lixo nas praias, lixo e qualquer ação contra o meio ambiente são atos considerados imorais.

7. O Naturismo é uma moda passageira ou um mecanismo de protesto.

O naturismo é contrário à moda, e não apenas do ponto de vista têxtil ou farmacêutico, mas de todos os outros aspectos que esta palavra tem, não é moda em todos os sentidos.

A promoção da nudez em espaços naturais é um golpe para a indústria têxtil, cujos lucros anuais com a venda de roupa de banho e acessórios são multimilionários. O mesmo acontece com o setor farmacêutico. Não é rentável para eles que as pessoas saibam que o gengibre é tão eficaz como o ibuprofeno, e os resfriados se curam melhor com um bom caldo de galinha.

Há um mito para o corpo, uma subcultura urbana que venera o corpo e um grnde número de empresas que tiram proveito dele, criando estereótipos inatingíveis para vender seus produtos "milagrosos" ou serviços. Além disso a indústria têxtil, alimentar, farmacêutica, cosmética, estética, etc, percebem que não lhes são agradaveis as promoçõs da prática do Naturismo, pois elas trazem ineresses completamente opostos aos deles.

Talvez por isso que muitos grupos usam a nudez para promover sua causa, tornando-a um mecanismo de protesto. Se for verdade esta suposição, é importante deixar claro que uma das características do naturismo é seu pacifismo.

Concluindo, o naturismo não é moda nem um mecanismo de protesto ou qualquer coisa do gênero. É simplesmente um estilo de vida. O naturismo como uma filosofia de vida não é identificado como um viés político, com a sexualidade, nem uma religião, porque a primeira coisa que se adquire é um enorme respeito por si mesmo, dos outros e do mundo em geral. São os primeiros a colocar as luvas, pegar uma sacola e limpar o mundo, sem esperar que alguém faça isso. Debate-se as opiniões, mas não as impõe.

Estes são os sete mitos que mais se ouve sobre naturismo, argumentados e justificado da melhor maneira possível, com a idéia única de fornecer uma ferramenta para se defender contra tais ataques, mas a melhor defesa é ignorar, minimizar a sua importância. Temos também deparado com as questões jurídicas, pois isso depende das leis de cada país e será um tema para se dedicar uma ou duas próximas ocasiões.

Texto do Grupo de Tenerife

https://naturismodetenerife.wordpress.com/2016/12/07/7-mentiras-sobre-el-naturismo

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